domingo, 18 de agosto de 2013

Dear dead ...



E lá vão os tempos em que as pessoas tinham uma perspectiva séria de um relacionamento. Assim como o pôr-do-sol, vão e quando o vago escuro desvanece tudo parece voltar ao ponto de partida. Sem marcas ou marcações, lá tudo regressa á nascente e o tempo já não parece importar. Quando encontramos alguém com a mesma necessidade de ser amado quanto nós, prescindimos daquele efervescente bater de asas na barriga em prólogo de um terno contacto de mãos. E aquele brilho nos olhos, esse passa-nos a ser dado através de uma palavra mais doce. Tudo aquilo que cresci a admirar tornou-se agora algo escasso. Escasso ao ponto de me questionar a cada dia que passa se o tal amor eterno existe. Aquele que abrilhantava toda e qualquer circunstância. Aquele agridoce que entre contestações nos salva com um caloroso abraço. O mesmo com que todos sonham acomodando-se, porque de facto é mais fácil viver numa linha recta de seguranças que a moldar forçosamente à nossa ínfima medida.